MENSAGEM DE MARCOLINO MOCO

Publié le par Angola-Inteligente

Amigos estão preocupados com o "meu silêncio", ante acontecimentos tão vibrantes, e quase sempre no sentido negativo. Talvez me sinta um pouco cansado com um certo casualismo, quando há muito estou convencido que o problema é do regime que, a partir da guerra pós eleitoral de 1992, sem nós próprios (dentro do partido do poder) nos apercebermos de uma só vez, foi sendo estabelecido pelo presidente José Eduardo dos Santos e seus conselheiros de peito. Costumo dizer que de uma árvore amarga não se pode esperar o amadurecimento de doces frutos. Chamo sempre atenção, para quem quer entender, para não se confundir o regime actual, que retirou toda a máscara após a os Acordos de Paz de 2002, com o regime formal e material que terminou em 1992, o qual assumi (e assumo) inteiramente porque correspondia às minhas ideias antes da queda do Muro de Berlim e estava constitucionalmente consagrado.  Estou convencido que é este problema que teremos de resolver de forma pacífica. E era bom que fosse com a colaboração (sem a continuação de manobras perigosas, umas, e outras nem por isso, como aquela de comparar a democracia da Namíbia com a de Angola) do próprio Presidente dos Santos. Assim acabaremos com casos tantos, que antes de tudo, não honram o próprio Presidente, por mais que, devido ao posto e ao respeito africano pelo patriarca, dulcíssimas sejam as referências. É preciso acabar com o caso de prisioneiros políticos e humilhados em Cabinda, num caso que no fundamental já está resolvido, curiosamente, com iniciativas louváveis do próprio Presidente; acabar com os casos "Rafael Marques", em que um promotor de direitos humanos acaba como um impostor em julgamento; acabar com os casos "Kalupeteka", só passíveis de ter lugar, onde o medo de perder o poder e o aproveitamento político não lembram nem o diabo (Vénia aos Mortos).

Amigos estão preocupados com o "meu silêncio", ante acontecimentos tão vibrantes, e quase sempre no sentido negativo. Talvez me sinta um pouco cansado com um certo casualismo, quando há muito estou convencido que o problema é do regime que, a partir da guerra pós eleitoral de 1992, sem nós próprios (dentro do partido do poder) nos apercebermos de uma só vez, foi sendo estabelecido pelo presidente José Eduardo dos Santos e seus conselheiros de peito. Costumo dizer que de uma árvore amarga não se pode esperar o amadurecimento de doces frutos. Chamo sempre atenção, para quem quer entender, para não se confundir o regime actual, que retirou toda a máscara após a os Acordos de Paz de 2002, com o regime formal e material que terminou em 1992, o qual assumi (e assumo) inteiramente porque correspondia às minhas ideias antes da queda do Muro de Berlim e estava constitucionalmente consagrado. Estou convencido que é este problema que teremos de resolver de forma pacífica. E era bom que fosse com a colaboração (sem a continuação de manobras perigosas, umas, e outras nem por isso, como aquela de comparar a democracia da Namíbia com a de Angola) do próprio Presidente dos Santos. Assim acabaremos com casos tantos, que antes de tudo, não honram o próprio Presidente, por mais que, devido ao posto e ao respeito africano pelo patriarca, dulcíssimas sejam as referências. É preciso acabar com o caso de prisioneiros políticos e humilhados em Cabinda, num caso que no fundamental já está resolvido, curiosamente, com iniciativas louváveis do próprio Presidente; acabar com os casos "Rafael Marques", em que um promotor de direitos humanos acaba como um impostor em julgamento; acabar com os casos "Kalupeteka", só passíveis de ter lugar, onde o medo de perder o poder e o aproveitamento político não lembram nem o diabo (Vénia aos Mortos).

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